"ESPAÇO CULTURALMENTE & ARAUCÁRIA" Espaço informativo e interactivo da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral de Vila Real. Aqui serão publicadas as actividades realizadas, informações e trabalhos. Estamos no projecto A LER +
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
segunda-feira, 19 de março de 2012
sábado, 17 de março de 2012
II encontro de bibliotecas escolares - 17 Março 2012
Peso da régua. 2012
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A leitura sem papel
APRESENTAÇÃO DO AGRUPAMENTO MONSENHOR JERÓNIMO AMARAL - Anabela Quelhas
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
PARIS, je t'aime
Exposição sobre Paris e a sua cultura romântica conhecida em todo o mundo.
Terão oportunidade de ver também video clips de música francesa e ouvir emissões de rádio escola com o mesmo tipo de música. Não percam!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Alunos dos 5º H e G lêem Contos de António Torrado e desenham para interpretar
Alunos dos 5º H e G lêem Contos de António Torrado e desenham para interpretar
António Torrado é um escritor português contemporâneo, de origem beirã, que nasceu 1939 e começou a publicar contos aos 18 anos. Estudou Filosofia, em Coimbra e vive em Lisboa, tendo tido contudo diversas profissões intelectuais e artísticas, de onde se destacam a de Professor, jornalista, editor, produtor de programas televisivos e diretor de programas culturais da RTP, pedagogo, aspeto que desenvolve igualmente através das histórias que cria, que promovem valores como a liberdade de expressão, e a reflexão sobre o quotidiano.
Coordena também o Curso Anual de Expressão Poética e narrrativa, no Centro de Arte Infantil da Fundação Calouste Gulbenkian.
É Professor de Escrita Dramatúrgica na Escola Superior de Teatro e Cinema e dramaturgo residente na Companhia de Teatro A Comuna, em Lisboa.
E perguntamo-nos como pode um escritor, que publicou 120 títulos e que ainda está no seu melhor fazer tantas coisas, coordenar tantos projetos e contaminar de escrita criativa e espetáculo tanta gente, se ainda por cima não é velho? De onde vem a energia dos artistas?
«A cerejeira da lua» é o título do conto que vos recomendamos por ser muito imprevisto e estranho, uma vez que se passa no Oriente. As suas histórias são misteriosas, difíceis e simbólicas e a última foi lida aos alunos do 5º G, que interpretaram por desenho, e deixamos aqui alguns exemplos, e criaram poemas para aumentar a história, deste misterioso poeta pintor. Poderão ler este livro na Biblioteca, Tem uma capa vermelha e desenhos japoneses.
O Conto
Relacionado com Macau e publicado pela Fundação Calouste Gulbenkian este livro é um complicado conjunto de contos orientais e o último chama-se «O Poeta Pintor»; está escrito em publicação num livro único, em Macau, uma vez que resulta da adaptação de um conto oriental.
É a história de um artista polivalente, que tanto se exprime pintando, como escrevendo poesia. Kium Tseu gostava de admirar a paisagem de um lago sobre o qual escreve e pinta. Humilde e discreto dirige-se um dia à choupana do velho sábio Ho-Pei, que cata os cereais e o aconselha a procurar um pasteleiro na cidade onde o pintor vai comprar produtos para fabricar tintas. Um bolo em forma de lua cheia que o pintor não deverá abrir antes da meia-noite e que tem lá dentro uma revelação é um conselho deste velho sábio para o pintor e o conselho parece resultar de uma adivinhação. Contudo o Poeta não espera pela meia-noite; e, do interior do bolo, surge uma senha que lhe traz uma visão de uma revolta do seu país contra o domínio estrangeiro. E vê desfilar à sua frente essa guerra da qual o povo sai vencedor.
Este texto resulta da pesquisa do aluno Miguel Peixoto do 5º H e vamos finalizar com o poema criado por outro aluno, Diogo Carvalho, do 5º G,
Sobre o conto que acabámos de resumir.
Digam lá que esta Escola não tem poetas?
E pintores? Será que também temos? Vejam o que segue, pois foi fruto da criação livre de alunos do 5º G, durante uma aula de Língua Portuguesa.
Quadras ao poeta pintor
Aquela paisagem
É uma beleza
Se fosse minha
Era uma riqueza.
Passa um rio
E uma cascata
E um lago
No meio da mata.
Eu estava lá
E pintei um quadro
E agora estou cá
Para fazer poesia.
Encontrei um mercador
E comprei-lhe um bolo
De uma cor amarela
De uma cor aluada.
Dentro desse bolo
Havia uma mensagem
Contava a história D
Daquela paisagem.
É assim um conto
Onde sou personagem
Acreditem muito
Porque não é uma miragem.
Diogo Carvalho. 5º G
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
GEORGES SEURAT - ler arte na arte de ler
Atividade semanal de articulação entre a Biblioteca Escolar e as disciplinas de artes visuais (EV e EVT) no âmbito do Projeto A LER+ com o objetivo de promover a leitura sobre arte no espaço da sala de aula, complementar o currículo e contrariar a iliteracia artística.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Regulamento do II Concurso de Escrita “Carta a los Reyes Magos”
Regulamento do II Concurso de Escrita “Carta a los Reyes Magos”
CAPÍTULO I
Âmbito
Artigo 1.º
Instituição
As professoras de Espanhol das Escolas: Sec./3 do Morgado de Mateus - Vila Real, Sec./3 Camilo Castelo Branco – Vila Real, Sec./3 de São Pedro – Vila Real, Agrupamento Vertical de Escolas de Monsenhor Jerónimo do Amaral – Vila Real, Agrupamento Vertical de Escolas Diogo Cão – Vila Real, com a colaboração da Câmara Municipal de Vila Real (representado pelo Gabinete de Relações Internacionais e Cooperação), município geminado com as cidades espanholas de Benavente e Ourense, e os docentes da área de Espanhol do DLAC da UTAD promovem o II Concurso de Escrita denominado "Carta a los Reyes Magos", partindo da seleção de cartas enviadas, no âmbito da Comemoração do Dia de Reis.
Artigo 2.º
Objetivos
São objetivos do II Concurso de Escrita “Carta a los Reyes Magos”:
a) Divulgar aspetos civilizacionais e culturais espanhóis;
b) Ativar conhecimentos de língua e de cultura espanhola;
c) Fomentar e consolidar hábitos de escrita;
d) Promover a criatividade e a imaginação.
Artigo 3.º
Destinatários
Alunos de Espanhol dos Ensinos Básico (Regular) - 3º ciclo - e Secundário (Regular) das Escolas organizadoras.
Artigo 4.º
Modalidades
1. Os textos serão escritos em prosa e em língua espanhola;
2. Só poderão ser submetidos a concurso textos inéditos;
3. Os textos deverão ser digitados em computador em letra Times New Roman, tamanho 12, espaçamento entre linhas de 1,5;
4. Os textos deverão ter obrigatoriamente um título;
5. Os textos deverão ter entre 80 e 160 palavras;
CAPÍTULO II
Organização
Artigo 5.º
Apresentação de Candidaturas
1. Os textos deverão ser entregues nas Escolas envolvidas até ao dia 12 de Dezembro de 2011;
2. Os textos deverão ser assinados com pseudónimo e entregues em envelope fechado, em cujo rosto se deve escrever II Concurso de escrita “Carta a Los Reyes Magos” e as siglas EB – Ensino Básico - ou ES – Ensino Secundário;
3. O envelope referido no ponto dois deve conter outro envelope com o pseudónimo registado por fora e com uma folha onde conste a identificação completa (nome, número, turma e escola);
4. Apenas é permitida uma só candidatura por aluno;
5. Os resultados serão divulgados a 6 de Janeiro de 2012, dia de Reis, nas páginas WEB das escolas, site da Câmara Municipal e meios de comunicação locais.
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Artigo 6.º
Júri
1. O júri será composto pelas professoras de Espanhol das Escolas envolvidas, presidido por um elemento do Gabinete de Relações Internacionais e Cooperação da Câmara Municipal de Vila Real – Dr.ª Cláudia Araújo – e pelos docentes do Departamento de Letras, Artes e Comunicação da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – Dr.ª Cátia Teixeira e Dr. José Giménez;
2. Os critérios de apreciação são os seguintes: domínio da língua, organização, coerência e coesão do texto, enquadramento na tipologia textual, respeito pelo tema e criatividade e inovação.
Artigo 7.º
Divulgação dos resultados
1. Os concorrentes premiados receberão a informação pelas professoras de Espanhol da(s) escola(s) a que pertencem.
CAPÍTULO III
Prémios
Artigo 8.º
Classificação e valores
1. Apenas seis textos sairão vencedores, nos dois níveis de ensino, um por cada ano de escolaridade (7.º; 8.º; 9.º; 10.º; 11.º e 12.º).
2. Poderá ser atribuída uma menção honrosa a outros textos, se tal se justificar;
3. Os alunos vencedores terão a oportunidade de ver os seus textos publicados nos jornais escolares das Escolas participantes, blogues educativos e jornais locais;
4. Se o júri entender que os trabalhos em apreço não reúnem a qualidade necessária, não serão atribuídos prémios.
Disposições Finais
Artigo 9.º
Aceitação das condições
1. Os concorrentes ao participarem no concurso aderem às condições presentes neste regulamento;
2. Os textos dos candidatos ficam na posse da organização;
3. Da decisão do júri não haverá recurso;
4. Para mais informações os interessados poderão contactar os professores de Espanhol das escolas envolvidas;
5. Qualquer caso omisso será resolvido pelo conjunto dos professores organizadores.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
PROJETO ARCO-IRIS
NA NOSSA ESCOLA FALÁMOS DA FAMÍLIA E A SUA IMPORTÂNCIA. DISSEMOS QUE GOSTAVAMOS MUITOS DOS PAIS E QUE ELES NOS DÃO CARINHO E AMOR...
OS AMIGOS SÃO TAMBÉM MUITO IMPORTANTES, ELES TAMBÉM NOS DÃO CARINHO…
HOJE DIA 9 DE NOVEMBRO DE 2011 A NOSSA PROFESSORA TROUXE A HISTÓRIA DO PEIXINHO “ARCO- ÍRIS”. ESTA HISTÓRIA FALA DA AMIZADE, DO AMOR, DO CARINHO…
…ERA UMA VEZ UM PEIXINHO MUITO LINDO, MUITO COLORIDO, POR ISSO CHAMAVA-SE “ ARCO - ÍRIS”. AS SUAS ESCAMAS ERAM ESPECIAIS, ELAS BRILHAVAM… O QUE O TORNAVA AINDA MAIS BONITO. O PEIXINHO ERA MUITO VAIDOSO, PASSEAVA PELO MAR MOSTRANDO AS SUAS ESCAMAS AOS OUTROS PEIXES QUE FICAVAM TRISTES, PORQUE AS ESCAMAS DELES NÃO BRILHAVAM. UM DIA O PEIXINHO AZUL TEVE CORAGEM E PEDIU AO ARCO – ÍRIS UMA ESCAMA BRILHANTE, MAS ELE RESPONDEU “ NÃO, NÃO DOU, SÃO TODAS PARA MIM…AFASTA-TE JÁ DE MIM…” O PEIXE AZUL FICOU TRISTE, FOI LOGO CONTAR AOS OUTROS PEIXES O QUE O ARCO-ÍRIS LHE TINHA RESPONDIDO. OS OUTROS PEIXES COMBINARAM QUE A PARTIR DESTE DIA NÃO IRIAM BRINCAR NEM FALAR COM ELE…
ARCO-ÍRIS FICOU SÓZINHO E TRISTE PORQUE JÁ NÃO TINHA AMIGOS PARA FALAR NEM PARA BRINCAR. ESTAVA TÃO TRISTE, TÃO TRISTE QUE A ESTRELA DO MAR DISSE PARA ELE IR FALAR COM O POLVO QUE VIVIA NUMA GRUTA. ARCO-ÍRIS PROCUROU O POLVO A QUEM CONTOU A SUA TRISTEZA. O POLVO DISSE-LHE: “VAI PROCURAR OS OUTROS PEIXES E SE ELES TE PEDIREM UMA ESCAMA BRILHANTE, TIRA-A DO TEU CORPO E DÁ UMA A CADA UM”.
ARCO-ÍRIS NÃO GOSTOU MUITO DA IDEIA, SE DESSE AS SUAS ESCAMAS DEIXAVA DE SER O PEIXE MAIS BONITO DO MAR…
ANDAVA NO MAR A NADAR E VOLTOU A ENCONTRAR O PEIXINHO AZUL QUE, LHE VOLTOU A PEDIR UMA ESCAMA BRILHANTE…DESTA VEZ O ARCO-ÍRIS PENSOU MELHOR E DEU-LHE UMA ESCAMA, DEU-LHE A MAIS PEQUENINA…MAS QUANDO LHA DEU SENTIU-SE FELIZ.
OS OUTROS PEIXES VIRAM O QUE O ARCO – ÍRIS FEZ E CORRERAM A PEDIR TAMBÉM UMA ESCAMA BRILHANTE. ARCO-ÍRIS DISTRIBUÍU AS SUAS ESCAMAS PELOS OUTROS PEIXES...FICANDO SOMENTE COM UMA…TAL COMO OS OUTROS PEIXES.
ARCO – ÍRIS FICOU MUITO FELIZ POR VER OS OUTROS PEIXES CONTENTES. ESTAVA PRONTO PARA SE IR EMBORA… MAS OS OUTROS PEIXES CONVIDARAM-NO PARA IR BRINCAR COM ELES…
TODOS FICARAM AMIGOS! TODOS FICARAM COM UMA ESCAMA BRILHANTE NO SEU CORPO!
VITÓRIA, VITÓRIA
ACABOU-SE A HISTÓRIA!!!
JI de Infancia de Vila Meâ:
Titulo arco iris
OS AMIGOS SÃO TAMBÉM MUITO IMPORTANTES, ELES TAMBÉM NOS DÃO CARINHO…
HOJE DIA 9 DE NOVEMBRO DE 2011 A NOSSA PROFESSORA TROUXE A HISTÓRIA DO PEIXINHO “ARCO- ÍRIS”. ESTA HISTÓRIA FALA DA AMIZADE, DO AMOR, DO CARINHO…
…ERA UMA VEZ UM PEIXINHO MUITO LINDO, MUITO COLORIDO, POR ISSO CHAMAVA-SE “ ARCO - ÍRIS”. AS SUAS ESCAMAS ERAM ESPECIAIS, ELAS BRILHAVAM… O QUE O TORNAVA AINDA MAIS BONITO. O PEIXINHO ERA MUITO VAIDOSO, PASSEAVA PELO MAR MOSTRANDO AS SUAS ESCAMAS AOS OUTROS PEIXES QUE FICAVAM TRISTES, PORQUE AS ESCAMAS DELES NÃO BRILHAVAM. UM DIA O PEIXINHO AZUL TEVE CORAGEM E PEDIU AO ARCO – ÍRIS UMA ESCAMA BRILHANTE, MAS ELE RESPONDEU “ NÃO, NÃO DOU, SÃO TODAS PARA MIM…AFASTA-TE JÁ DE MIM…” O PEIXE AZUL FICOU TRISTE, FOI LOGO CONTAR AOS OUTROS PEIXES O QUE O ARCO-ÍRIS LHE TINHA RESPONDIDO. OS OUTROS PEIXES COMBINARAM QUE A PARTIR DESTE DIA NÃO IRIAM BRINCAR NEM FALAR COM ELE…
ARCO-ÍRIS FICOU SÓZINHO E TRISTE PORQUE JÁ NÃO TINHA AMIGOS PARA FALAR NEM PARA BRINCAR. ESTAVA TÃO TRISTE, TÃO TRISTE QUE A ESTRELA DO MAR DISSE PARA ELE IR FALAR COM O POLVO QUE VIVIA NUMA GRUTA. ARCO-ÍRIS PROCUROU O POLVO A QUEM CONTOU A SUA TRISTEZA. O POLVO DISSE-LHE: “VAI PROCURAR OS OUTROS PEIXES E SE ELES TE PEDIREM UMA ESCAMA BRILHANTE, TIRA-A DO TEU CORPO E DÁ UMA A CADA UM”.
ARCO-ÍRIS NÃO GOSTOU MUITO DA IDEIA, SE DESSE AS SUAS ESCAMAS DEIXAVA DE SER O PEIXE MAIS BONITO DO MAR…
ANDAVA NO MAR A NADAR E VOLTOU A ENCONTRAR O PEIXINHO AZUL QUE, LHE VOLTOU A PEDIR UMA ESCAMA BRILHANTE…DESTA VEZ O ARCO-ÍRIS PENSOU MELHOR E DEU-LHE UMA ESCAMA, DEU-LHE A MAIS PEQUENINA…MAS QUANDO LHA DEU SENTIU-SE FELIZ.
OS OUTROS PEIXES VIRAM O QUE O ARCO – ÍRIS FEZ E CORRERAM A PEDIR TAMBÉM UMA ESCAMA BRILHANTE. ARCO-ÍRIS DISTRIBUÍU AS SUAS ESCAMAS PELOS OUTROS PEIXES...FICANDO SOMENTE COM UMA…TAL COMO OS OUTROS PEIXES.
ARCO – ÍRIS FICOU MUITO FELIZ POR VER OS OUTROS PEIXES CONTENTES. ESTAVA PRONTO PARA SE IR EMBORA… MAS OS OUTROS PEIXES CONVIDARAM-NO PARA IR BRINCAR COM ELES…
TODOS FICARAM AMIGOS! TODOS FICARAM COM UMA ESCAMA BRILHANTE NO SEU CORPO!
VITÓRIA, VITÓRIA
ACABOU-SE A HISTÓRIA!!!
Titulo arco iris
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
ERA UMA VEZ NA FÍSICA
UM POEMA PARA GALILEO
Estou olhando o teu retrato, meu velho pisano,
aquele teu retrato que toda a gente conhece,
em que a tua bela cabeça desabrocha e floresce
sobre um modesto cabeção de pano.
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da tua velha Florença.
(Não, não, Galileo! Eu não disse Santo Ofício.
Disse Galeria dos Ofícios.)
Aquele retrato da Galeria dos Ofícios da requintada Florença.
Lembras-te? A Ponte Vecchio, a Loggia, a Piazza della Signoria…
Eu sei… eu sei…
As margens doces do Arno às horas pardas da melancolia.
Ai que saudade, Galileo Galilei!
Olha. Sabes? Lá em Florença
está guardado um dedo da tua mão direita num relicário.
Palavra de honra que está!
As voltas que o mundo dá!
Se calhar até há gente que pensa
que entraste no calendário.
Eu queria agradecer-te, Galileo,
a inteligência das coisas que me deste.
Eu,
e quantos milhões de homens como eu
a quem tu esclareceste,
ia jurar- que disparate, Galileo!
- e jurava a pés juntos e apostava a cabeça
sem a menor hesitação-
que os corpos caem tanto mais depressa
quanto mais pesados são.
Pois não é evidente, Galileo?
Pois não é evidente, Galileo?
Quem acredita que um penedo caia
com a mesma rapidez que um botão de camisa ou que um seixo da praia?
Esta era a inteligência que Deus nos deu.
Estava agora a lembrar-me, Galileo,
daquela cena em que tu estavas sentado num escabelo
e tinhas à tua frente
um friso de homens doutos, hirtos, de toga e de capelo
a olharem-te severamente.
Estavam todos a ralhar contigo,
que parecia impossível que um homem da tua idade
e da tua condição,
se tivesse tornado num perigo
para a Humanidade
e para a Civilização.
Tu, embaraçado e comprometido, em silêncio mordiscavas os lábios,
e percorrias, cheio de piedade,
os rostos impenetráveis daquela fila de sábios.
Teus olhos habituados à observação dos satélites e das estrelas,
desceram lá das suas alturas
e poisaram, como aves aturdidas- parece-me que estou a vê-las -
nas faces grávidas daquelas reverendíssimas criaturas.
E tu foste dizendo a tudo que sim, que sim senhor, que era tudo tal qual
conforme suas eminências desejavam,
e dirias que o Sol era quadrado e a Lua pentagonal
e que os astros bailavam e entoavam
à meia-noite louvores à harmonia universal.
E juraste que nunca mais repetirias
nem a ti mesmo, na própria intimidade do teu pensamento, livre e calma,
aquelas abomináveis heresias
que ensinavas e descrevias
para eterna perdição da tua alma.
Ai Galileo!
Mal sabem os teus doutos juízes, grandes senhores deste pequeno mundo
que assim mesmo, empertigados nos seus cadeirões de braços,
andavam a correr e a rolar pelos espaços
à razão de trinta quilómetros por segundo.
Tu é que sabias, Galileo Galilei.
Por isso eram teus olhos misericordiosos,
por isso era teu coração cheio de piedade,
piedade pelos homens que não precisam de sofrer, homens ditosos
a quem Deus dispensou de buscar a verdade.
Por isso estoicamente, mansamente,
resististe a todas as torturas,
a todas as angústias, a todos os contratempos,
enquanto eles, do alto incessível das suas alturas,
foram caindo,
caindo,
caindo,
caindo,
caindo sempre,
e sempre,
ininterruptamente,
na razão directa do quadrado dos tempos.
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